segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

ROUXINOL DO JAPÃO: CANTOR POPULAR

















Rouxinol do Japão

Classificação científica
Reino:      Animalia
Filo:              Chordata
Classe:         Aves
Ordem:      Passeriformes
Família:      Timaliidae
Género:        Leiothrix
Espécie:       L. lutea

Leiothrix lutea, vulgarmente conhecida por Rouxinol do Japão, é uma ave com cerca de 15 cm, identificado em 1786 por Scopoli. Aponta-se a sua distribuição nos Himalaias, China, Índia, Vietname e Myanmar, tendo sido introduzido no Havai no início do século XIX.
Famoso em todo o mundo, ele alegra e enfeita o ambiente com seus dotes naturais.
O Rouxinol do Japão (Leiothrix lutea) consegue reunir todas as qualidades que se buscam nas aves. Tem um canto admiravelmente melodioso, bela plumagem e preço baixo. Além disso, dá-se bem tanto em gaiolas dentro de casa como em viveiros no jardim e é fácil de cuidar.
A despeito do nome, não é originário do Japão, mas de lugares como China, Birmânia, Himalaia e Índia. Acredita-se que a designação venha do fato de o Japão ter intermediado o comércio dessas aves. Nos Estados Unidos ele tem um nome mais adequado à sua origem: Peking Robin, ou tordo de Pequim.

MELODIOSO
O canto forte, composto de notas curtas e repetidas, compõe o que os especialistas chamam de "gargalhar". O macho conta bastante. A fêmea dá trinados curtos e menos freqüentes. Ambos cantam mais quando têm por perto um companheiro e não conseguem vê-lo. Por isso, procure manter mais de um exemplar num mesmo recinto, mas em locais isolados. Feche as laterais dos viveiros com tijolos ou disponha as gaiolas de forma a que uma ave não enxergue a outra.
Sua plumagem é sedosa e dependendo da variação a que ela pertence, há suaves modificações das cores originais, que são corpo cinza, peito verde-oliva, garganta amarelo-avermelhada, rabo preto, bico avermelhado e asas ligeiramente avermelhadas.
Essas alterações na coloração também ocorrem entre machos e fêmeas. Os machos apresentam cores fortes e máscaras que cobrem quase toda a cabeça; as fêmeas têm tons mais fracos (especialmente o avermelhado das faces) e máscara menor.

REPRODUÇÃO
Na natureza, o Rouxinol do Japão habita a parte baixa das florestas e os bosques encravados nas montanhas. Faz o ninho, em forma de taça, nos arbustos mais elevados e forra-os com líquen (planta emaranhada e fina), musgo, capim e raízes. Vive em pequenos bandos que se movimentam o tempo todo em busca de insetos (o cardápio predileto da espécie), sementes, frutas e legumes.
Essa mesma agitação pode ser verificada em cativeiro: ele não pára, demonstrando alegria e boa disposição. Além disso, é bastante resistente e suporta bem tanto o frio como o calor.
A reprodução exige muita dedicação. É preciso colocá-los, na época do acasalamento, em viveiros construídos de modo a apresentar semelhança com o habitat da ave (veja Ficha).

FICHA
Tamanho: 15 cm (adulto), medidos da ponta da cauda até a ponta do bico.
Alimentação: onívoro, come de tudo. Dê ração balanceada de boa qualidade, frutas e legumes. Na procriação, ofereça 15 larvas de tenébrio (5 de manhã, 5 à tarde e 5 ao anoitecer).
Instalações: gaiola de 70 cm de profundidade, 30 cm de largura e 40 cm de altura. Para um casal ,viveirinho de no mínimo 140x30x40cm. Não misture casais de espécies diferentes num mesmo viveiro. Viveiros mistos, só quando amplos (9x9x4m) e arborizados, para que as aves tenham onde se esconder em caso de perseguição. A profundidade deve ser maior que a largura e a altura.
Acessórios: em gaiola ou viveirinho, dois poleiros de 10mm. Banheira com água trocada diariamente:Evite deixá-la à noite. Como eles tomam banhos freqüentes, talvez durmam molhados, o que pode provocar doenças respiratórios e, em casos mais graves, levar à morte.
Identificação Sexual: o macho tem canto mais intenso e cores mais fortes.
Reprodução: a partir dos 10 meses, na primavera, quando há abundância de plantas e insetos para alimentar filhotes e construir ninhos. É trabalhosa por causa da dificuldade de distingüir o macho da fêmea. Faça diversas tentativas: forme duplas diferentes até obter sucesso. A fêmea bota de 3 a 5 ovos, que eclodem em 12 a 14 dias. Os filhotes ficam independentes com aproximadamente 45 dias, quando devem ser separados dos pais.







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