Lindos Pássaros

domingo, 30 de dezembro de 2012

ROUXINOL


O Rouxinol (Luscinia megarhynchos), também conhecido como Rouxinol-Comum, é um pequeno pássaro anteriormente classificado como um membro da família Turdidae mas pertencente à família dos Muscicapideos que são restritos ao Velho Mundo.
O rouxinol foi catalogado como "Pouco Preocupante" pela União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN).
EXTENSÃO E HABITAT
É uma espécie insectívora e migratória, procriando em florestas e moitas na Europa e no sudoeste da Asia. A sua distribuição estende-se mais a sul do que o seu parente próximo Luscinia luscinia. Nidifica no chão, dentro ou perto de densos arbustos. Inverna no sul de África. Pelo menos na Renânia (Alemanha), o habitat de reprodução dos rouxinóis está de acordo com certo número de parâmetros geográficos.
·                    menos de 400 m (1300 ft) acima do nível do mar
·                    temperatura durante a época de crescimento acima de 14°C (57°F)
·                    mais de 20 dias/ano em que a temperatura excede 25°C (77°F)
·                    precipitação anual menor que 750mm
·                    índice de aridez inferior a 0.35
·                    longe de dosseis florestais
APARÊNCIA E CANTO
O rouxinol é um pouco menor que o Pisco-de-peito-ruivo, com 15–16,5cm (5,9–6,5 in) de comprimento. É castanho claro em cima, excepto a cauda ligeiramente avermelhada e branco sujo em baixo. Os sexos são similares.
O rouxinol canta geralmente de noite, mas também ás vezes durante o dia. Escritores antigos afirmavam que era a fêmea que cantava, quando é de facto o macho a fazê-lo. O canto é muito alto, com uma impressionante variedade de assobios, trinados e gorgolejos e é particularmente audível à noite, porque sendo uma ave tímida, poucas aves estão cantando. É por essa razão que o seu nome inclui a palavra "noite" em muitos idiomas. Também por ser tímida, esta espécie esconde-se geralmente no meio de vegetação densa e raramente se deixa ver.
Apenas os machos sem par cantam regularmente de noite, e o canto noturno serve para atrair uma parceira. O canto de madrugada, um pouco antes do nascer do sol, é assumido como sendo importante na defesa do território da ave. Os rouxinóis cantam ainda mais alto em zonas urbanas, para superarem o ruído de fundo. O traço mais característicos do canto é o seu alto e continuo crescendo ao contrário do seu parente próximo Luscinia luscinia, que tem um canto parecido com o som de alarme de um sapo.
SIMBOLISMO
O rouxinol é um símbolo importante para poetas de várias idades, acabando por assumir uma série de conotações simbólicas. Homero evoca o rouxinol na Odisseia, sugerindo o mito de Filomela e Progne (onde uma das duas, dependendo da versão do mito, se transforma num rouxinol). Este mito é também foco na tragédia de Sófocles, Tereus, onde apenas alguns fragmentos se mantêm. Ovídio, também, na sua Metamorfoses, inclui a versão mais popular deste mito, imitado e alterado por outros poetas, incluindo Chrétien de Troyes, Geoffrey Chaucer, John Gower, e George Gascoigne. "The Waste Land" de T.S. Eliot, também evoca o canto do rouxinol (e o mito de Filomela e Progne). Por causa da violência associada ao mito, o canto do rouxinol foi durante longo tempo associado a um lamento.
O rouxinol também tem sido usado como um símbolo dos poetas ou da sua poesia.
Os poetas escolheram o rouxinol como um símbolo por causa da sua música criativa e aparentemente espontânea.
Aves de Aristófanes e também Calímaco, ambos evocam o canto da ave como uma forma de poesia. Virgílio compara o luto de Orfeu com o "lamento do rouxinol".
No soneto "Sonnet 102", Shakespeare compara a sua poesia de amor ao canto do rouxinol (Filomela):
"Nosso amor era novo, e, em seguida, na Primavera,
Quando eu estava acostumado a saudá-la com a minha disposição;
Como Filomela canta no acaso do Verão,
E pára de assobiar no crescimento de dias mais maduros:"
Durante a era do Romantismo o simbolismo da ave voltou de novo a mudar: os poetas viam a ave não apenas como um poeta no seu pleno direito, mas também como "mestre na arte superior que conseguia inspirar qualquer poeta humano".
Para alguns poetas românticos, o rouxinol começou a ter mesmo as qualidades de uma musa. Coleridge e Wordsworth viam o rouxinol como um exemplo singular de criação poética: o rouxinol tornava-se a voz da natureza. No seu poema "Ode ao Rouxinol", John Keats imagina o rouxinol como o poeta ideal que alcançou a poesia que Keats ansiava por escrever. Invocando uma concepção semelhante do rouxinol, Percy Bysshe Shelley escreveu no seu "Uma Defesa da Poesia":
"Um poeta é um rouxinol que se senta na escuridão e canta com doces sons para alegrar a sua própria solidão; os seus ouvintes são como homens encantados com a melodia de um músico invisível, que sentem que estão a ser movidos e suavizados, mas não sabem de onde ou porquê"


















ANDORINHAS


ANDORINHAS
As andorinhas são um animal que é da espécie das aves. Existem muitas espécies de andorinhas e todas são muito bonitas. As que costumam visitar Portugal durante a Primavera e o Verão, passam o Outono e o Inverno em África, onde há mais calor. Por isso diz-se que a andorinha é uma ave migratória. Elas usam lama e palha para fazer um ninho pequenino em forma de taça, que constroem em sítios abrigados: em celeiros, nos beirais dos edifícios, debaixo das pontes, etc.

As andorinhas são um grupo de aves passeriformes da família Hirundinidae. A família destaca-se dos restantes pássaros pelas adaptações desenvolvidas para a alimentação aérea. As andorinhas caçam insectos no ar e para tal desenvolveram um corpofusiforme e asas relativamente longas e pontiagudas. Medem cerca de 13 cm (comprimento) e podem viver cerca de 8 anos.
REPRODUÇÃO
As fêmeas fazem uma postura de 4 ou 5 ovos, que depois são incubados durante cerca de 23 dias. Passado o tempo da incubação, nascem os jovens, cuja alimentação é feita por ambos os progenitores. Quando a temperatura baixa, as andorinhas juntam-se em bando e vão à procura de locais da Europa mais quentes, indo também para o norte de África. Depois, quando a temperatura volta a subir, por volta da primavera, regressam novamente. Constroem as suas casas perto do calor, em pequenos ninhos normalmente colados ao tecto.










 









ETIMOLOGIA
"Andorinha" se originou do termo latino hirundine



PINGUIM


O pinguim é uma ave Spheniscidae, não voadora, característica do Hemisfério Sul, em especial na Antárctida e ilhas dos mares austrais, chegado à Terra do FogoIlhas Malvinas e África do Sul, entre outros. 
Apesar da maior diversidade de pinguins se encontrar na Antártida e 
regiões polares, há também espécies que vivem nos trópicos como por exemplo o pinguim-das-galápagos. A morfologia dos pinguins reflete 
várias adaptações à vida no meio aquático: o corpo é fusiforme; as asas atrofiadas desempenham a função de barbatanas e as penas são impermeabilizados através da secreção de óleos. Os pinguins alimentam-se de pequenos peixeskrill e outras formas de vida marinha, sendo por sua vez vítimas da predação de orcas e focas-leopardo.
Os primeiros pinguins apareceram no registo geológico do Eocénico.

O pinguim é uma ave marinha e excelente nadadora. Chega a nadar com uma velocidade de até 45 km/h e passa a maior parte do tempo na água.
Os pinguins constituem a família Spheniscidae e a ordem Sphenisciformes (de acordo com a taxonomia de Sibley-Ahlquist, fariam parte da ordem Ciconiformes).
Anatomia
Pinguins são muito adaptados à vida marinha. As asas vestigiais são inúteis para vôo no ar, porém na água são muito ágeis. Na terra, os pinguins usam a cauda e asas para manter o equilíbrio na postura erecta.

Todos os pinguins possuem uma coloração por contraste para camuflagem (vistos ventralmente a cor branca confunde-se com a superfície refletiva da água, visto dorsalmente a plumagem preta os torna menos visíveis na água).
Possuem uma camada isolante que ajudam a conservar o calor corporal na água gelada antártica. O Pinguim-imperador possui a maior massa corporal de todos os pinguins, o que reduz ainda mais a área relativa e a perda de calor. Eles também são capazes de controlar o fluxo de sangue para as extremidades, reduzindo a quantidade de sangue que esfria mas evitando as extremidades de congelar. Eles frequentemente agrupam-se para conservar o calor e fazem rotação de posições para que cada pinguim disponha de um tempo no centro do bolsão de calor.
Eles podem ingerir água salgada porque as glândulas supraorbitais filtram o excesso de sal da corrente sanguínea.
 O sal é excretado em um fluido concentrado pelas passagens nasais.

Alimentação
A dieta dos pinguins dos gêneros Aptenodytes, Megadyptes, Eudyptula e Spheniscus consiste principalmente em peixes . O gêneroPygoscelis fundamentalmente de plâncton. A dieta do género Eudyptes é pouco conhecida, mas acredita-se que muitas espécies alimentam-se de plâncton. Em todos os casos a dieta é complementada com cefalópodes e plâncton.
   
Reprodução
Há espécies de pinguins cujos pares reprodutores acasalam para toda a vida enquanto que outros fazem-no apenas durante uma época de reprodução. Normalmente, os progenitores cooperam nos cuidados com os ovos e com os juvenis. A forma do ninho varia, segundo a espécie de pinguim: alguns cavam uma pequena fossa, outros constroem o ninho com pedras e outros utilizam uma dobra de pele que possuem ventralmente para cobrir o ovo. Normalmente, o macho fica com o ovo e mantém-no quente, e a fêmea dirige-se para o mar com vista a encontrar alimento. Quando no seu regresso, o filhote terá alimento e então os papéis invertem-se: a fêmea fica em terra e o macho vai à procura de alimentos.










sábado, 27 de outubro de 2012

PINTOR VERDADEIRO



PINTOR VERDADEIRO

A saíra-pintor-verdadeiro (Tangara fastuosa) é uma ave passeriforme da família Thraupidae. Também conhecida como pintor, sete-cores-do-nordeste e saíra-pintor.

Características

Mede por volta de 13 cm e é um dos poucos traupídeos que apresentam tons de roxo-violeta e alaranjado na plumagem. Há um dimorfismo sutil entre os sexos, que para olhos mais treinados resolvem os problemas para a sexagem em campo. Basta expor as aves sob a luz do sol, quando recém coletadas na Natureza para estudos e soltura, e olhando-se atentamente de cima, nota-se claramente a tonalidade azul-clara metálica da cabeça do macho, diferente da fêmea, que possui tonalidade verde-amarelada metálica. Outro detalhe é que quase sempre os machos possuem cabeça um pouco maior que a das fêmeas.
A saíra-pintor ou pintor-verdadeiro (Tangara fastuosa) é uma ave que atinge 13,5 cm de comprimento. A sua alimentação básica, em ambiente natural, consiste de pequenas frutas, bagas e insetos que recolhem nas folhagens e ramos. É uma espécie endêmica da região Nordeste do Brasil. Ocorre no litoral dos estados de Pernambuco a Alagoas e também no Rio Grande do Norte. Tem o seu habitar nas porções remanescentes de Mata Atlântica, no Nordeste.
Tem como principais características, o seu bico cônico, triangular na base. O seu ninho tem a forma de uma taça rasa e é construído nos galhos de árvores. Põe 3 ou 4 ovos, com cerca 15 a dezessete dias de incubação. Atinge a maturidade sexual aos doze meses de vida. O seu período de reprodução estende-se da Primavera ao Verão. Quase não há dimorfismo sexual aparente nesse espécie, sendo apenas a cabeça do macho, de tom levemente mais azulado que a da fêmea. São fortemente territoriais e agressivos com outros da espécie, principalmente no período de acasalamento. Exemplares mantidos em cativeiros conservacionistas apresentaram reprodução com relativa facilidade, favorecendo o repovoamento de áreas degradadas..

Estado de Conservação

As populações da espécie só existem no litoral de Pernambuco e Alagoas e Rio Grande do Norte.. Foram ao longo dos anos muito perseguidas pelos criadores de pássaros. Hoje elas estão em perigo de extinção, dado principalmente à forte pressão de caça para abastecer o comércio ilegal de aves silvestres e também à degradação de seu habitat.






GALO-DA-SERRA


Galo-da-serra
O Galo-da-serra (Rupicola rupicola), Linaeus 1766, é uma ave passeriforme da família Cotingidae.

Habitat
Ocorre em regiões montanhosas e florestais do extremo Norte do Brasil, Amazonas, Pará, Roraima, regiões sul e sudoeste da Guiana, sul da Venezuela, Suriname e Guiana Francesa e leste da Colômbia. Chegam a medir até 28 cm de comprimento; os machos possuem exuberante plumagem alaranjada, uma proeminente crista em forma de meia-lua que cobre o bico. As fêmeas, por sua vez, possuem plumagem marrom-escura com crista menos evidente. Também são conhecidos pelos nomes de galo-da-rocha e galo-da-serra-do-pará.
Vive e habita as florestas escarpadas entrecortadas por igarapés e pequenos cursos d´água.

Acasalamento
Rupicola peruvianus -San Diego Zoo, USA -femea-8a
O ritual para a escolha dos pares é um espetáculo extraordinário. Na época reprodutiva os machos se agregam formando os leks. As arenas, local onde os machos fazem displays, são compostos por pequenas clareiras que são abertas involuntariamente por eles, durante as exibições individuais. Os machos descem para as clareiras onde são feitos os cortejos e as exibições não ocorrem ao mesmo tempo, devendo haver alguma hierarquização entre eles que determina quem é o primeiro. Não ocorre exibição de mais de um macho ao mesmo tempo. As fêmeas tem aparições relâmpagos e a presença delas determina o ritmo de atividade dos machos. O macho que se apresenta, salta alternadamente em circulo, em sentido horário emitindo fortes chamados e exibe as penas da cauda e as filigranas para a fêmea que o assiste. Quando a fêmea "simpatiza" com o macho que se exibe, rapidamente ela desce até a clareira e é copulada por ele, evento que ocorre em fração de segundos, então a fêmea parte. Nem sempre os machos, que são polígamos, se exibem com sucesso cortejando a fêmea.
A fêmea bota 1 a 2 ovos brancos com pintas marrons. O ninho em forma de tigela é feito de lama, gravetos, fibras vegetais e resina vegetal, instalado em fendas úmidas de penhascos rochosos e entradas de grutas, geralmente localizados próximo a um curso d'dágua. O macho não tem participação na construção do ninho, na incubação dos ovos e nem na alimentação da prole.

Alimentação
Sua dieta é principalmente a base de frutas e com isso desempenham um papel importante na dispersão das sementes de várias espécies de árvores florestais, principalmente nos locais onde são feitas os cortejos pré-nupciais e nos ninhos. Além de frutos, ele inclui na dieta insetos e pequenos vertebrados, principalmente na alimentação dos filhotes no ninho.
Predadores



ANAMBÉ-POMBO



Anambé-pombo

O anambé-pombo é uma ave passeriforme da família Cotingidae. Também conhecido como anambé-açu, anambé-grande, anambé-pitiú e pombo-anambé.

Características
Mede cerca de 36 cm de comprimento. Tem os lados do pescoço nús e vivamente coloridos de azul, o que contrasta com a densa plumagem negra de seu corpo. Suas asas (azul) e cauda também são longas, mas a cabeça parece pequena em relação ao corpo. Já a fêmea é menor e possui a plumagem cor de ardósia.
O anambé-pombo (Gymnoderus foetidus (L.)), também conhecido pelos nomes de anambé-açu, anambé-grande, anambé-pitiú e pombo-anambé, é um anambé da Amazônia que vive em grupos no interior da mata. A espécie possui cerca de 36 cm de comprimento, com plumagem rica, dorso negro, lados do pescoço nus e azuis e longas asas cinzento-esbranquiçadas; a fêmea é menor, mais delgada e com coloração de ardósia.
Etimologia
"Anambé" vem do tupi anã'bé. "Açu" é derivado do tupi wa'su, "grande". Tanto o termo latino foetidus quando o termo de origem tupi "pitiú" têm o mesmo sentido: cheiro ruim.


ABAIXO OUTROS TIPOS DE ANAMBÉ(LINDOS!!!!)